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O transporte público em Goiás é um dos temas que mais impacta a rotina, o bem-estar e o orçamento das famílias. Para quem vive na Região Metropolitana de Goiânia ou nos municípios do Entorno do Distrito Federal, a qualidade da mobilidade urbana define o ritmo do dia. Horas gastas no trânsito e tarifas caras comprometem a renda que deveria ir para alimentação, escola e lazer.

Boa parte do debate sobre o trânsito ainda gira em torno de obras viárias para carros particulares. O ponto cego dessa discussão é que a solução logística para a metrópole está no transporte coletivo eficiente e acessível, não no terceiro viaduto. Subsídio público e integração entre municípios são duas peças centrais para que o cidadão tenha menos dor de cabeça no deslocamento e mais tempo com a família.

Por que o transporte público em Goiás é tão complexo nas regiões metropolitanas?

A lentidão dos ônibus e o caos no trânsito não vêm do nada. Eles resultam do crescimento populacional desordenado somado à falta de planejamento viário de longo prazo. Quando o Estado deixa de coordenar a rede, o passageiro paga a conta por três caminhos:

  • Distâncias crescentes (cidades-dormitório): o preço da terra empurrou a moradia popular para as periferias e municípios vizinhos. O trabalhador percorre dezenas de quilômetros por dia para chegar aos polos de emprego, sobrecarregando os terminais de integração.
  • Falta de corredores exclusivos: sem faixas segregadas, o coletivo fica preso no mesmo congestionamento dos carros particulares. O Eixo Anhanguera é a exceção que confirma a regra. Fora dele, os ônibus dependem do trânsito comum.
  • Custo de operação versus salário do passageiro: manter uma frota rodando com diesel caro pesa no consórcio. Sem aporte do Estado, o custo recai sobre a passagem.

A mobilidade urbana bem pensada acontece quando o coletivo tem qualidade e previsibilidade suficientes para o cidadão deixar o carro em casa por escolha.

O legado de Marconi Perillo no transporte público em Goiás

Para projetar o futuro, vale olhar os alicerces. Durante as gestões de Marconi Perillo, o Governo de Goiás assumiu protagonismo inédito ao tratar o transporte coletivo como questão de desenvolvimento regional, e não problema isolado das prefeituras. Três decisões mudaram a lógica do sistema:

1. A revolução do Passe Livre Estudantil (PLE)

Um dos maiores marcos sociais da história recente do Estado. Sancionado em 2012 e implementado a partir de 2013, o Passe Livre Estudantil tornou Goiânia uma das seis capitais brasileiras com transporte gratuito para estudantes. O programa garante até 48 viagens mensais custeadas pelo Estado, retirando o custo da passagem do orçamento das famílias e atacando uma das principais causas da evasão escolar

2. A expansão do Eixo Anhanguera, operado pela Metrobus

O Eixo Anhanguera é a espinha dorsal do transporte público em Goiás: 14 km no eixo principal, 240 mil passageiros por dia, ligando Leste e Oeste de Goiânia. Em 2011, a operação passou da estatal Transurb para a Metrobus, empresa de economia mista controlada pelo Governo do Estado. Em 2014, sob o segundo mandato de Marconi, vieram as três extensões metropolitanas — para Trindade (GO-060), Goianira (GO-070) e Senador Canedo (GO-403) —, que levaram a linha a 70 km de extensão e integraram esses municípios à RMTC com tarifa unificada.

3. O compromisso com o subsídio tarifário

Em contraste com modelos puramente privatizados, o Estado injetou recursos no consórcio para amortecer reajustes e segurar o impacto inflacionário sobre a tarifa. Até 2016, vigorou ainda uma tarifa diferenciada (metade do valor padrão) nas extensões metropolitanas, alívio direto no bolso de quem fazia deslocamentos longos a partir de Trindade, Goianira e Senador Canedo.

Como modernizar o transporte público em Goiás hoje?

Garantir um transporte público em Goiás rápido, seguro e sustentável passa por revisar o modelo de concessão para que ele beneficie o cidadão antes da empresa. A frota a diesel precisa dar lugar a ônibus elétricos — o Eixo Anhanguera já recebeu, em 2024, os primeiros articulados elétricos nas extensões para Goianira e Trindade —, com ganho ambiental e queda no custo de manutenção a médio prazo.

Outras duas frentes são incontornáveis:

  • Centros de controle por GPS com tempo real de chegada em aplicativos de celular, encerrando a era da espera às cegas no ponto.
  • Modernização e ampliação dos corredores exclusivos, para que o coletivo deixe de competir com o carro particular em condições desiguais.

Tarifa, integração e o futuro da mobilidade goiana

A modernização da frota só ganha tração se vier acompanhada de revisão tarifária inteligente. Três medidas merecem atenção:

  • Meia-tarifa para percursos curtos dentro dos bairros, modelo já testado em Senador Canedo, Nerópolis, Goianira e Trindade.
  • Integração tarifária ampliada, para que o usuário pague uma passagem e circule pela RMTC inteira.
  • Subsídio público explícito e auditável, com regras claras e contrapartidas de qualidade do serviço.

Transporte público em Goiás não é gasto, é investimento em produtividade urbana e em renda real das famílias. Quando o Estado coloca o coletivo no centro da política de mobilidade, devolve ao trabalhador horas de vida e reais no fim do mês.

E você, tem alguma ideia que pode ajudar a melhorar o transporte público no estado de Goiás? Clique aqui e envie a sua contribuição para o nosso plano de governo colaborativo!

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