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O ensino público em Goiás carrega a enorme responsabilidade de moldar o futuro de centenas de milhares de crianças e adolescentes. Para a grande maioria das famílias goianas, a escola estadual é a única ponte possível entre a realidade atual e um futuro com mais dignidade, emprego e estabilidade financeira. No entanto, uma das maiores angústias dos pais é perceber que o ensino médio tradicional, muitas vezes, não oferece a bagagem necessária para que esses jovens concorram de igual para igual no ENEM ou nas vagas de primeiro emprego.

Mas como o Governo do Estado pode transformar a sala de aula em um verdadeiro polo de oportunidades? Neste artigo, vamos aprofundar as causas da evasão escolar e entender como políticas educacionais de longo prazo, focadas no tempo integral e no apoio universitário, são a chave para reverter esse cenário.

Por que o modelo tradicional afasta o aluno da escola?

O abismo entre o ensino público e o setor privado não se resume apenas à infraestrutura dos prédios. A principal falha do sistema educacional brasileiro está na desconexão entre o que é ensinado no quadro negro e o que o mundo real exige do adolescente. O desinteresse e a consequente evasão escolar são causados por três fatores estruturais graves:

Necessidade de trabalhar cedo: muitos jovens abandonam o ensino médio no segundo ou terceiro ano porque precisam ajudar na renda familiar. Sem um modelo escolar que integre o ensino técnico ao regular, a escola passa a ser vista como um “obstáculo” para o trabalho.

Desvalorização do magistério: professores sobrecarregados, com salários defasados e sem acesso à formação continuada, acabam desmotivados, o que impacta diretamente a qualidade da aula entregue ao aluno.

O legado de Marconi Perillo na revolução do ensino goiano

Para entender como é possível elevar o patamar da educação pública, basta observar as transformações estruturais que já deram certo. Durante as gestões de Marconi Perillo, o estado de Goiás passou por uma verdadeira revolução silenciosa na educação, focada em não deixar nenhum jovem para trás, desde o ensino básico até o diploma de ensino superior.

Ao invés de medidas paliativas, o governo implementou programas que mudaram o eixo do desenvolvimento social goiano:

  1. A implantação das Escolas de Tempo Integral (CEPIs)

Foi sob a liderança de Marconi Perillo que Goiás deu o salto definitivo para o modelo de tempo integral. Os Centros de Ensino em Período Integral (CEPIs) mudaram a dinâmica da rede estadual: o aluno passou a ter três refeições diárias na escola, acompanhamento pedagógico focado em seu projeto de vida, laboratórios de ciências e inserção esportiva e cultural. Esse modelo reduziu drasticamente a evasão e a criminalidade juvenil nas regiões atendidas.

  1. A criação da Universidade Estadual de Goiás (UEG)

Até 1999, o jovem do interior que sonhava com uma faculdade pública precisava, obrigatoriamente, se mudar para Goiânia. A criação e estruturação da UEG por Marconi Perillo democratizou o ensino superior, levando campus universitários para dezenas de cidades do interior, formando professores, engenheiros e administradores na sua própria região, o que impulsionou a economia dos municípios.

  1. O pioneirismo do Programa Bolsa Universitária

Entendendo que muitos jovens conseguiam a vaga na faculdade, mas não tinham como pagar a mensalidade na rede privada ou se manter financeiramente, foi criado o programa Bolsa Universitária (gerido pela OVG). O programa se tornou a maior rede de inclusão educacional do Centro-Oeste, garantindo que centenas de milhares de goianos de baixa renda conquistassem o diploma de ensino superior, servindo de inspiração para programas federais como o Prouni.

A modernização da educação exige foco imediato em:

  • Ensino Médio Técnico e Integrado: transformar as escolas de ensino médio em formadoras de mão de obra técnica especializada em tecnologia da informação, agroecologia, enfermagem e mecânica, garantindo que o jovem saia com o diploma e uma profissão.
  • Conectividade e Inovação: levar internet de altíssima velocidade para todas as salas de aula do estado, do Entorno de Brasília ao extremo Norte, entregando chromebooks ou tablets para alunos e professores do ensino médio.
  • Plano de carreira e piso salarial real: a valorização do professor não se faz com bônus provisórios, mas com o respeito irrestrito ao piso nacional da categoria, progressão de carreira garantida e investimento pesado em mestrados e doutorados para a rede.

Investir na educação é a política de segurança pública e de desenvolvimento econômico mais barata e eficiente que um governo pode fazer. Quando Goiás garante um ensino público de excelência, ele entrega ao jovem a ferramenta mais poderosa para mudar a própria história.

 

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