A condição das rodovias em Goiás é um dos fatores que mais impactam o bolso do cidadão e a competitividade do setor produtivo. Muitas vezes, o consumidor não percebe, mas o buraco na estrada encarece diretamente o alimento que chega à mesa. Quando o asfalto das rodovias estaduais (GOs) não recebe manutenção adequada, o tempo de viagem aumenta, o desgaste dos caminhões é acelerado e, consequentemente, o valor do frete dispara.
Mas como o Governo do Estado pode atuar para resolver esse gargalo logístico? Neste artigo, vamos entender a matemática por trás do transporte de cargas e como programas estruturantes de longo prazo podem transformar a segurança e a economia regional.
Qual a relação entre rodovias esburacadas e o preço dos alimentos?
Goiás é uma das maiores potências agroindustriais do Brasil. Bilhões de reais em soja, milho, carne e produtos industrializados transitam diariamente pela malha viária estadual. No entanto, o transporte rodoviário sofre com o chamado “Custo Brasil”. A deterioração da pavimentação gera impactos econômicos imediatos:
Aumento no consumo de combustível: veículos pesados gastam até 15% mais diesel ao trafegar em pistas esburacadas devido às constantes reduções de marcha e frenagens.
Manutenção veicular frequente: pneus estourados, eixos quebrados e danos severos na suspensão são custos repassados pelas transportadoras diretamente para o custo do valor do frete.
Perda de safra no trajeto: estradas de terra ou asfaltos irregulares causam o tombamento de cargas e o desperdício de grãos ao longo da viagem.
“A infraestrutura logística não é apenas uma obra de engenharia; ela é a base para o controle da inflação local e para a garantia de que o produtor rural consiga escoar sua safra com competitividade.”
O que foi o programa Rodovida nas rodovias de Goiás?
Para compreender como modernizar a infraestrutura de transporte hoje, é preciso analisar modelos de gestão que solucionaram crises logísticas no passado. Durante as administrações de Marconi Perillo, o estado vivenciou uma reconstrução viária sem precedentes através do programa Rodovida.
Diferente das tradicionais e ineficientes operações tapa-buracos, o projeto foi planejado com engenharia de alto padrão, dividido em três frentes de atuação para as rodovias em Goiás:
- Rodovida Construção e Reconstrução
Milhares de quilômetros de pistas antigas, que já não suportavam o peso das carretas bitrens, tiveram sua base totalmente removida e refeita com asfalto usinado a quente (CBUQ). O programa também pavimentou estradas de terra históricas, tirando centenas de pequenos municípios e distritos do isolamento durante o período chuvoso.
- Rodovida Manutenção
Uma estratégia focada na prevenção. Foram estabelecidos consórcios e contratos regionalizados para garantir a conservação contínua da malha. O mato nas margens era roçado, a sinalização vertical e horizontal era renovada e os sistemas de drenagem eram limpos, evitando que a água da chuva destruísse a base do pavimento.
Por que a duplicação de rodovias estaduais salva vidas?
Além do impacto econômico no valor do frete, a má conservação e as vias de mão dupla simples são responsáveis por altos índices de letalidade no trânsito. A duplicação de trechos com alto fluxo de veículos é uma necessidade urgente para salvar vidas.
As gestões de Marconi Perillo focaram nas chamadas “rodovias radiais”, vias que conectam Goiânia às principais cidades do interior, reduzindo drasticamente as colisões frontais causadas por ultrapassagens perigosas. Duplicações como as da GO-020, GO-070 e GO-080 não apenas trouxeram conforto aos motoristas, mas impulsionaram o turismo e a instalação de indústrias nesses corredores de desenvolvimento.
Como retomar o padrão de qualidade na infraestrutura?
A malha viária tem vida útil. O asfalto exige fiscalização rigorosa, tecnologia de materiais e planejamento contínuo. Para que as rodovias em Goiás voltem a ser um exemplo logístico nacional, o caminho passa por desburocratizar as licitações de manutenção, investir pesado em novas duplicações e avaliar concessões responsáveis que revertam pedágios em obras imediatas. Somente com estradas seguras será possível baratear o custo de vida e acelerar a criação de empregos em todas as regiões do estado.
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